Brasil | Infraestructura de Carga
miércoles 05 de julio de 2023
No Brasil, empresas privadas defendem a cobrança pelo carregamento para viabilizar o negócio
Diante da falta de regulamentação que padronize os parâmetros de cobrança nos pontos públicos, propõe-se a monetização do serviço de carregamento para impulsionar o desenvolvimento da rede. O que está sendo proposto?
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E-Wolf, que tem como alvo os carregadores de 60 e 150 kW, está agregando aliados para o desenvolvimento do mercado global.
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Embora diferentes distribuidoras de energia, startups e empresas de infraestrutura estejam investindo em redes de carregamento no Brasil, ainda não foi estabelecida uma regulamentação que padronize os parâmetros de cobrança nos pontos públicos

Nesse contexto, algumas empresas reconhecem que a monetização é indispensável para rentabilizar e desenvolver o negócio

Esse é o caso da E-Wolf, uma empresa de equipamentos para veículos elétricos e soluções de carregamento residencial e comercial. 

Sobre isso, Thiago Castilha, diretor de Marketing da empresa, declara ao Portal Movilidad: «O carregamento público é uma tendência e, para que a eletromobilidade decole, o próprio negócio deve pagar. Sem viabilidade econômica, nada acontecerá«.

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Thiago Castilha, Diretor de Marketing da Ewolf.

No Brasil, empresas privadas defendem a cobrança pelo carregamento para viabilizar o negócio. «As incertezas não contribuem para o avanço das empresas«, acrescenta.

Além disso, em relação às potências a serem instaladas a médio prazo, Castilha menciona carregadores de 60 e 150 kW.

Ele também menciona que essas potências seriam viáveis para veículos com limitação em suas baterias.

Vale ressaltar que a entrada de empresas internacionais no país permite aumentar progressivamente as vendas de veículos elétricos e híbridos.

Dessa forma, a demanda por pontos de carregamento se expande em todo o território nacional.

Em relação à regulamentação da infraestrutura, ele afirma que é necessário garantir a segurança e os direitos dos consumidores.

Além disso, diante dos debates sobre uma possível estratégia nacional de eletromobilidade que incentive o mercado, o CMO da E-Wolf apresenta nuances:

 «O melhor caminho não é a lei, pois o Brasil é um país muito judicializado. É preciso criar um ambiente em que as empresas tenham maior previsibilidade e condições para investir e progredir».

O investimento da E-Wolf no mercado de infraestrutura de carregamento

Até o momento, a E-Wolf instalou mais de 50 carregadores públicos em áreas estratégicas do sudeste do Brasil, onde há uma alta demanda pelos equipamentos.

Dessa forma, a empresa figura entre os principais players do mercado.

Os equipamentos fornecem serviços para frotas de veículos leves e pesados, com opções de recarga normal e rápida.

Eles são compatíveis com os requisitos dos fabricantes americanos, europeus e asiáticos.

Atualmente, a E-Wolf monta os equipamentos no Brasil com insumos importados e destaca o trabalho de homologação, verificação de qualidade e saneamento realizados em seus equipamentos pela TUV, uma certificadora alemã renomada.

Em relação às perspectivas de crescimento da empresa, Castilha comenta ao Portal Movilidad que a receita da E-Wolf duplica a cada ano no país.

Além disso, assim como outras empresas do setor, ela está em processo de expansão fora do Brasil.

Nesse sentido, a empresa abriu sua primeira unidade em Fort Myers, Orlando, nos Estados Unidos.

Enquanto atende a indústria da América do Sul a partir de sua sede brasileira (com clientes no Uruguai e na Argentina), em Orlando ela presta serviços ao mercado norte-americano.

Castilha indica que o parceiro mais recente da E-Wolf é a BYD e adianta ao Portal Movilidad que um novo parceiro global será adicionado à sua carteira. No entanto, ele ainda não pode divulgar o nome da empresa.

Vale mencionar que a E-Wolf surgiu como uma divisão dentro do Grupo WMP, que atua há 60 anos nos setores de energia e automotivo no Brasil.

Leer más: Gobierno de Lula convertirá a Brasil en “centro de producción de baterías” de vehículos eléctricos

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